sábado, 26 de julho de 2014

Sobre Ariano Suassuna




"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."

Como boa nerd/ péssima atleta que sou, passei todo o Ensino Fundamental dando um jeito de fugir das aulas de Educação Física. Para isso, me escondia nos corredores da biblioteca da escola. Foi lá que li boa parte de Harry Potter, me apaixonei por Clarice Lispector e descobri Machado. Mas, entre tantos livros, um se destacou.

Não tinha assistido ao filme quando encontrei no cantinho de uma prateleira O Auto da Compadecida. Assim, como quem não quer nada, comecei a ler. E foi amor desde a primeira linha.
É impressionante a maneira como Suassuna constrói seus personagens. Por mais distante que realidade do João Grilo fosse da minha, consegui me enxergar naquele nordestino que usava de histórias para se salvar.


Foi tanto amor que decidi transformar O Auto da Compadecida na peça de teatro de fim de ano da escola. E ali, no palco, interpretando João Grilo quando todos esperavam que eu interpretasse Nossa Senhora, foi que percebi o quanto eu amava o teatro, o quanto queria aquilo. O problema é que eu também amava o jornalismo, mas isso é história pra depois...

Hoje quero só agradecer ao Ariano por todas as alegrias que me deu com seus personagens. Que Jesus tenha reservado um lindo lugar pra ele lá no céu!

Nenhum comentário:

Postar um comentário