sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sobre os cabelos de Clementine

Se tem um filme que eu gosto, sendo capaz até de tatuar diálogos, é Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Pelo menos uma vez por bimestre preciso morrer de amores por Clem e Joely. 

<3

Sou louca por roteiros (faço questão de assistir todos os filmes que competem nessa categoria no Oscar, por exemplo) e, sem sombra de dúvidas, Charlie Kaufman é um dos meus roteiristas preferidos. É como se a criatividade daquele homem não tivesse limites. E daí, foi só ele se juntar com o lindo do diretor Michel Gondry pra - bang - surgir o filme que eu uso como base para minha vida!


É difícil explicar a historia de Brilho Eterno sem soltar nenhum spoiler. Isso acontece pelo simples fato dele não ser linear, ou seja, não seguir aquela base simples, porém eficaz, do começo, meio e fim. Daí você pensa -> mas deve ser complicado entender o filme assim, né? E eu te respondo -> o truque é usar os cabelos da Clementine, personagem da Kate Winslet, como linha do tempo. Michel Gondry, eu já falei que te amo hoje? Não? Ah, tá. Eu te amo!

Eu queria muito ser igual a Clementine, sair por aí mudando a cor do meu cabelo. Cabelos azuis são o meu sonho, mas me falta a coragem. Ainda não consegui abandonar o castanho que me acompanha desde quando eu era um bebezinho com bochechas que mal cabiam no meu rosto (não que isso tenha mudado muito).

Sim, tenho medo de mudanças repentinas, apesar de muitas delas já terem me dado excelentes experiências. Meu grande problema são as perdas que elas trazem. Todas as vezes que algo se transformou, pedacinhos de mim ficaram pelo caminho. E se eu precisar deles mais pra frente? E como um post sobre cabelos coloridos ficou tão depressivo?

Vou terminar por aqui, antes que eu comece a chorar enquanto dirijo ao som de Beck. E se não assistiu esse filme, assista. E se quiser pintar os cabelo de verde, pinte! Eu prometo que até o fim do ano vou me desapegar do castanho também...

I need your looooovin' like the sunshiiiiiiiine




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