segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sobre Jane, the Virgin

Bom, para começar, eu preciso confessar: novelas mexicanas moldaram parte do meu caráter. Sim, minhas tardes de infância foram gastas com a Thalia em roupas estranhas chorando descontroladamente enquanto era humilhada por alguma vilã. Anos incríveis...

Y a mucha honra ~tan tan tan ~ Maria La Del Barrio soy

Daí que eu tava orfã de How I Met Your Mother (inclusive, ganhei um guarda-chuva amarelo de Natal por motivos de: tenho uma mãe que quer que eu desencalhe é linda), procurando por uma série para me apegar quando li sobre Jane, The Virgin. E aqui outra confissão: só fui assistir por ser baseada em uma dessas novelas com muito choro, vilões caricatos e orações para a Virgem de Guadalupe.

Em dois dias assisti os nove episódios e tô completamente apaixonada. A série conta a história de Jane, uma garota que prometeu para a avó que se casaria virgem, mas por causa de um erro médico acaba grávida. 

Nos moldes do post sobre Penny Dreadful ( volta logo, Eva Green), vou listar os motivos que te farão amar Jane.

1 - Não falta trama

Sabe aquele roteiro ágil, que consegue ligar várias situações, criar e encerrar casos em um mesmo episódio, e ainda assim deixar um gostinho de quero mais para o próximo? Sim, Jane, The Virgin é dinâmica, divertida e faz 40 minutos passarem correndo.

Não, você não dormirá no  meio de um episódio

2- Jane é virgem, mas não é uma santa

E isso torna o personagem ainda mais maravilhoso! Ela não é bobinha, sabe bem o que quer, tem seus projetos e é muito engraçada. Ah, e está sendo muito bem interpretada -> sério, Gina Rodriguez, te amo! Aliás, naquela cena da carta dá pra perceber que a senhorita Villanueva não é nada santinha...



3- A família de Jane (incluindo o pai de seu bebê)

  • Xo, a maravilhosa mãe de Jane 
Xiomara engravidou de Jane muito jovem, mas ainda assim decidiu ter a filha. Ela é professora de dança, mas sonha em ser uma popstar. É do fandom de Paulina Rubio (como deve chamar o fandom da Paulina Rubio? Los Rubianitos?)



  • Rogelio, o ~sedutor~ pai de Jane

Rogelio não sabia que tinha uma filha, por isso tenta de todas as formas recuperar o tempo perdido. Ele é ator de dramalhões mexicanos e se ama. Muito. De verdade. Em excesso. Mas também ama a filha e a ex, Xo. #Brogelio #VivaLaVega #PiadaInterna


  •  Alba, la abuela 
Só fala em espanhol e é a personagem mais sensata da série (menos quando toma umas doses de bons drinks e decide tirar satisfação com a vilãzona)


  • Rafael, o pai do bebê
Tudo o que tenho a falar sobre Rafael é: que homem!



4 - Assuntos polêmicos

Já houve o tópico aborto, tratado com muita naturalidade, mostrando os prós e contras. E já houve também a frase "as estúpidas leis de imigração". E está havendo o tema fanatismo religioso, afinal é uma virgem grávida...



5 - Tudo na medida certa

Jane, The Virgin toma por base a cultura latina, e sua estética é influenciada por esta. Entretanto, nada cai no caricato ou no exagerado. Pelo contrário, tudo muito moderno, a começar pela maneira como as conversas por whatsapp ou os emoticons são inseridos como elementos gráficos da série.

Ah, e eu também adorei ver referências à Pushing Daisies (o narrador em terceira pessoa) e Amelie Poulain (aquela conversa dela com os objetos no quarto não soou familiar?)

Enfim, Jane, The Virgin me fez ficar ansiosa por novos episódios, coisa que não acontecia há muito tempo com as comédias que acompanho. E ver a CW ser indicada para o Globo de Ouro foi mágico... 

Apesar de achar bem improvável a série vencer, vou assistir a premiação com os dedos cruzados, esperando que a Virgenzinha de Guadalupe, padroeira das atrizes latinas, faça um milagre!











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