quinta-feira, 7 de maio de 2015

Sobre as minhas Horcruxes

E lá vou eu falar sobre Harry Potter. De vez em quando o vício volta, me desculpem...


Bom, quem já leu as histórias do Harry sabe bem o que é uma Horcrux. Quem não leu, não sabe o que tá perdendo eu explico: quando você mata alguém, sua alma passa por um trauma tão grande que acaba se dividindo. Nesse processo, com o uso de magia negra poderosíssima você pode transferir seu pedaço de alma para um objeto.

Obviamente não pretendo matar ninguém, muito menos usar magia negra para colocar meu pedaço de alma em alguma coisa, mas me fascina o apego emocional que temos com esses bens, a maneira como eles contam nossa história. Fiquei pensando quais pertences escolheria para colocar a minha alma caso Horcruxes fosse um lance paz e amor e cheguei a algumas conclusões.

O primeiro lugar, com certeza, seria o perfume da minha vó. Quando a minha vó morreu, minha mãe perguntou se eu queria ficar com alguma coisa dela. Peguei um perfume que nem sei se ela usava, mas que sempre esteve por ali, na penteadeira. Como minha vó não curtia tirar fotos, esse é uma das poucas  recordações que tenho dela.


Tem também meu caderno de versos! Assim, quando eu tinha uns 14 anos amava colecionar palavras bonitas que ficavam devidamente guardadas nos meus cadernos para quando eu precisasse escrever cartas pras migas. Tenho uns três, com citações que vão de Machado de Assis até Evanescence (sim, tive minha época de ser "gótica e misteriosa").

Queria estar morta versão anos 2000
Tem também o mais legal de todos: o álbum de casamento dos meus pais! Ele é lindo, gente! Verde com detalhes em dourado. E as fotos? Não tem uma que não seja menos que maravilhosa! Eles dois ali, tão novinhos e tão felizes, rodeados por todos os amigos e familiares, muitos que nem estão mais aqui hoje :´)

Não sei onde ela anda, nem se ela ainda existe, mas eu também queria que a primeira boneca que ganhei na vida fosse uma Horcrux... Eu era muito pequena, mas lembro bem do dia que ela chegou em minhas mãos. Tava eu sentada no cadeirão tomando sopa e assistindo Carrossel (sim, tenho certeza que era isso que estava passando na televisão) quando meu pai chegou com um pacotinho. Desembrulhei rápido meu presente e encontrei uma boneca da Maria Joaquina! Loirinha e com o mesmo uniforme da novela. Só fui desgarrar dela quando já tinha uns 13 anos e resolvi doar meus brinquedos para uma vizinha chamada Maísa.

Falei a mesma coisa pra Maísa...
É isso, esses são meus objetos preferidos na vida, aqueles que não possuem minha alma, mas um bocado do meu coração... 

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