sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Sobre Chimamanda Ngozi Adichie

Posso ser super ansiosa e falar sobre um livro que ainda estou na metade? Na verdade, mais do que falar do livro, quero falar da autora dele, a Chimamanda Ngozi Adichie. Chimamanda nasceu em Eunugo, na Nigéria, em 77. Com 19 anos, ela se mudou para os Estados Unidos, onde frequentou a Universidade de Drexel, na Filadélfia. Além de Americanah, que é o livro que estou lendo :), também publicou Hibisco Roxo, Meio Sol Amarelo e Sejamos Todos Feministas.



Bom, conheci a Chimamanda com a palestra Sejamos Todos Feministas no TED. Certeza que você já ouviu a frase "feminist: the person who believes in the social, politic and economic equalities of the sexes" no meio da música Flawless, da Beyonce — então, ela foi retirada de lá. Desde aquela época a admirei por tocar em assuntos como racismo e desigualdade de gêneros de uma maneira muito simples, focando em situações do dia a dia, algo que ela também faz em Americanah. 




Tem outra palestra da Chimamanda que eu amo: O Perigo de Uma Única História, que faz com que a gente perceba que muito dos nossos preconceitos nascem da ignorância, de não saber todos os lados de uma situação.





Mas, vamos falar de Americanah, o livro que, se tudo der certo, esse fim de semana eu termino. Ele conta a história de Ifemelu, que assim como a autora é nigeriana. Ela vai estudar nos E.U.A, onde acaba vivendo por um longo tempo, mas sem jamais conseguir esquecer o ex-namorado Obinze, que continuou na África. Americanah parte do presente dos dois personagens para reconstruir tudo o que aconteceu nos anos que estiveram juntos e separados, mostrando como eles enfrentaram situações de racismo, machismo, xenofobia e solidão por ser imigrante. Tudo é contado com bastante detalhe, mas não é um livro cansativo, pelo contrário, a leitura flui muito bem.

"Como é fácil mentir para estranhos, criar para estranhos as versões de nossas vidas que imaginamos".

A personagem é uma mulher forte, com muita personalidade (e aqui ela com certeza falaria que é assim que são retratadas as negras em Hollywood: as melhores amigas determinadas de mulheres brancas. Nada de protagonismo.). Mas Ifemelu também é muito humana. Tem depressão e é vítima de um sistema que oprime as minorias. Uma das partes que mais gostei, foi ela contando sobre como alisou o cabelo para conseguir um emprego, e como aquilo era massacrante. Quando ela decidiu deixar seus cabelos naturais, outro choque! Mas com a ajuda de blogs que compartilhavam histórias de aceitação, ela percebeu que era linda exatamente como era. E ponto pra blogosfera!

Tradução bem mais ou menos de um trecho do livro.

Não vou entrar muito na história, mas procure um dos livros da Chimamanda, assista as palestras e fale dela para seus amigos, porque ela é maravilhosa e merece muuuuuito reconhecimento! Ah, e se eu não me engano, a — incrível — Lupita Nyong'o comprou os direitos do livro, ou seja, Americanah, tudo dando certo, em breve nas telonas o/




















2 comentários:

  1. Nossa, adorei o tema do livro e a história da autora! Não consegui assistir a palestra ainda, mas depois vou ver. Acho muito legal quando colocam a mulher negra como protagonista. O feminismo é necessário para todas e todos, mas a mulher negra, acredito que seja quem mais precisa, atualmente. Certamente vou ler Americanah. Obrigada pela dica. :) Beijão

    http://desapegomental.com

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    1. Olá, Jonara!

      Sem sombra de dúvidas a mulher negra é a que mais sofre os efeitos do machismo na sociedade. É por isso que fiquei tão interessada nesse livro, sabe? Como feminista, eu preciso entender que a opressão delas é diferente da minha, é maior, e para entender, só ouvindo mesmo (ou lendo)!

      Assista aos vídeos e leia o livro, você vai gostar muito.

      Obrigada por comentar!

      Bjo.

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